

 |



|
BRASIL, Sul, PORTO ALEGRE, PASSO D'AREIA, Homem, de 20 a 25 anos, Português, Inglês, Livros, Música, Natureza
|
|
 |
! ! ! Ética Zero ! ! !
O caminho da glória

Por eras eu tenho encarado o medo
É difícil ver
Velhas memórias nublam minha mente
Eu conheço os segredos que estão dentro de mim
Querendo saber
Mas em um mundo de sonhos quebrados
A depressão me pega
E fico sem saída
Muitas vezes é sem esperança, escuro e cinza
E outras vezes é a esperança que salva o dia
E o que tenho feito até aqui?
Em muitos momentos de minha vida eu rezei pelo amanhã
Para a paz interior achar o caminho e me libertar
Pois há uma luz além do dia mais negro
Há uma luz além desta vida
É quando dolorosas memórias serão todas jogadas longe
E o que terei feito até lá?
Sem medo de batalhas
Sem medo do fim e do que está além
Eu agora vivo uma vida de lealdade
Verdadeira para mim mesmo
A conquista:
O caminho da vida se abre amplamente para mim
A glória:
Um mar de vida tão serena, feliz e sábia
E o que faremos?
Venha juntar-se ao caminho da glória
Deixe todo seu medo para trás
Venha juntar-se ao caminho da glória
Libertemo-nos, sejamos livres
Venha juntar-se ao caminho da glória
Pois um dia a paz eterna nos levará
Escrito por Bosak às 03:07:03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Pergaminho Número Dois
Saudarei este dia com amor no coração.
Pois este é o maior segredo do êxito em todas as aventuras. Os músculos podem partir um escudo e até destruir a vida, mas apenas os poderes invisíveis do amor podem abrir os corações dos homens, e até dominar esta arte não serei mais que um mascate na feira. Venerarei minha maior arma e ninguém que a enfrente poderá defender-se de sua força.
Podem opor-se ao meu raciocínio, desconfiar de minhas apregoações; podem desaprovar meus trajes; podem rejeitar meu rosto; e podem até suspeitar de meus negócios; contudo, meu amor enternecerá todos os corações, comparável ao sol cujos raios amolecem o mais frio barro.
Saudarei este dia com amor no coração.
E como o farei? De hoje em diante olharei todas as coisas com amor e renascerei. Amarei o sol porque aquece os meus ossos; não obstante, amarei a chuva porque purifica meu espírito. Amarei a luz porque me mostra o caminho; não obstante, amarei a escuridão porque me faz ver as estrelas; eu receberei a felicidade porque ela dilata o meu coração; não obstante, tolerarei a tristeza porque abre a minha alma. Admitirei recompensas porque elas me pertencem; não obstante, receberei de bom grado os obstáculos, porque eles são meu desafio.
Saudarei este dia com amor no coração.
E como falarei? Enaltecerei meus inimigos e eles se tornarão irmãos. Cavarei fundo, buscando razões para aplaudir; jamais arrancharei o chão buscando desculpas para maldizer. Quando tentado a criticar, morderei a língua; quando movido a elogios, clamarei dos tetos.
Não é assim que os pássaros, o vento, o mar e toda a natureza falam com a música do elogio a seu criador? Não posso eu falar a seus filhos com a mesma música? De hoje em diante relembrarei este segredo e mudarei minha vida.
Saudarei este dia com amor no coração.
E como agirei? Amarei todos os comportamentos dos homens, pois cada um tem qualidades para ser admirado, mesmo se estiverem ocultas. Com amor derrubarei o muro da suspeita e ódio que construíram em volta dos corações e, em seu lugar, construirei pontes para que meu amor possa entrar em suas almas.
Amarei as ambições, pois elas podem inspirar-me; amarei os fracassos, pois eles podem ensinar-me. Amarei os reis, pois eles são, apenas, humanos; amarei os humildes, pois eles são divinos. Amarei os ricos, pois eles são, não obstante, solitários; amarei os pobres, pois eles são muitos. Amarei os jovens, pela fé que têm; amarei os velhos, pela sabedoria que partilham. Amarei os formosos, por seu olhar de tristeza; amarei os feios, por suas almas de paz.
Saudarei este dia com amor no coração.
Mas como reagirei às reações dos outros? Com amor. Pois, sendo a minha arma para abrir os corações dos homens, o amor é também o meu escudo para repelir as setas do ódio e as lanças da ira. A adversidade e o desencorajamento se chocarão contra meu novo escudo e se tornarão como as chuvas mais brandas. Meu escudo me protegerá na feira e me sustentará quando sozinho. Ele me reanimará em momentos de desespero e, contudo, acalmar-me-á na exultação. Tornar-me-ei mais forte e mais protegido usando-o até o dia em que o porei de lado e andarei desembaraçado entre todos os comportamentos dos homens, e meu nome se erguerá alto na pirâmide da vida.
Saudarei este dia com amor no coração.
E como confrontarei cada um que encontrar? De apenas um modo. Em silêncio e para mim mesmo, dir-lhe-ei: “Eu Amo Você”. Embora ditas em silêncio, estas palavras brilharão em meus olhos, desenrugarão minha fronte, trarão um sorriso a meus lábios e ecoarão em minha voz; e o coração dele se abrirá. E quem dirá não às minhas mercadorias quando seu coração sente meu amor?
Saudarei este dia com amor no coração.
E acima de tudo amarei a mim mesmo, pois, quando o fizer, zelosamente inspecionarei todas as coisas que entraram em meu corpo, minha mente, minha alma e meu coração. Jamais abusarei das solicitações da carne, mas, sobretudo, cuidarei de meu corpo com asseio e moderação. Jamais permitirei que minha mente seja atraída para o mal e o desespero, mas sobretudo a elevarei, com o conhecimento e a sabedoria das gerações. Jamais permitirei que minha alma se torne complacente e satisfeita, mas haverei de alimentá-la com meditação e oração. Jamais permitirei que meu coração se apequene e padeça, mas compartilhá-lo-ei e ele crescerá e aquecerá a terra.
Saudarei este dia com amor no coração.
De hoje em diante amarei a humanidade. Deste momento em diante todo o ódio desaparece de minhas veias, pois não tenho tempo para odiar, apenas para amar. Deste momento em diante dou o primeiro passo necessário para me tornar um homem entre homens. Com amor, aumentarei minhas vendas cem vezes mais e me tornarei um grande vendedor. Se nenhuma outra qualidade possuo, posso ter êxito apenas com o amor. Sem ele eu fracassarei, embora possua todo o conhecimento e as técnicas do mundo.
Saudarei este dia com amor e terei êxito.
Extraído de O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino.
Escrito por Bosak às 14:09:47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Por que somos assim?
Por que tantas pessoas deixam seus sonhos morrerem sem terem vivido? Creio que a razão principal está nas atitudes negativas e irônicas dos outros. Não os inimigos – são os amigos, inclusive pessoas da família. Nossos inimigos nunca nos importunam demais; normalmente podemos controlá-los sem muito trabalho. Mas nossos amigos – se são negativistas, constantemente perfurando nossos sonhos com um sorriso irônico aqui, uma rasteira ali, uma constante corrente de vibrações negativas – nossos amigos podem nos matar! Um homem fica excitado diante da possibilidade de um novo emprego. Vê a oportunidade de fazer mais dinheiro, de fazer um trabalho mais significativo, de mostrar-se à altura de um desafio pessoal; o velho coração começa a bater mais forte e o sangue passa a fluir mais rápido e ele se sente acelerando o motor para esta nova e estimulante perspectiva. Porém, certa noite, sobre a cerca dos fundos da casa, confia o assunto ao vizinho. Este esboça um sorriso afetado, uma risada que diz “Não pode fazer isso”, uma longa lista de quase meio metro de todos os problemas e obstáculos e mais 50 razões por que não fará coisa alguma e que é melhor ficar onde está.
Antes que saiba, seu entusiasmo cai próximo ao zero. Entra em casa como um cachorrinho açoitado, com o rabo arrastando no chão, e todo o entusiasmo e autoconfiança se foram. Aí começa a fazer uma reavaliação de si mesmo. Agora está pensando em todas as razões que o impedem de executar seu sonho em vez das razões que o permitam. Deixa que um bate-papo de cinco minutos de negativismo, de ridículo ou de pura descrença, com um vizinho que não sonha nada e não faz nada, tire o vapor da sua máquina. Amigos como esse podem fazer mais dano do que uma dúzia de inimigos.
Incrível! Incrível como damos ouvidos às pessoas que passam as noites assistindo televisão e reclamam da futilidade da vida. “Escolher bem as amizades” é o conselho que sempre damos às crianças quando queremos que elas fiquem inteiras. Se o meu conselho prestasse para alguma coisa, eu daria para os adultos esse mesmo conselho, não para se manterem inteiros – isso já aprenderam em tempo –, mas para se manterem vivos enquanto vivem. Hei, eu disse VIVOS.
Escrito por Bosak às 23:53:42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Vou dar um tempo neste blog
Foi um grande prazer ter aberto este blog. Fiz amizades, conheci novas idéias visitando outros blogs e aprendi muito com os comentários. No entanto, os compromissos e atividades aumentam a cada dia fazendo com que o tempo se torne cada vez mais escasso (esses assuntos já foram temas de vários posts), de modo que vou frear um pouco. Não vou abandoná-lo, mas não estranhem se eu fizer um post por semana ou menos. Agradeço de coração todas as palavras deixadas por vocês, amigos visitantes, e farei uma honesta tentativa de retribuir a visita assim que possível. Despeço-me com uma citação de Bolton Hall, um pastor do século XIX, que fala sobre o trabalho que fazemos – entenda por “trabalho” qualquer atividade que exija nosso esforço pessoal, seja-o estudar, sobreviver, manter um blog, o que for. Para pensar na cama...
Não fiques ansioso pensando em que resultará o teu ou o nosso trabalho. Se estás fazendo tudo o que podes, os resultados, imediatos ou futuros, não são absolutamente problema teu. Tais sementes da verdade que plantamos só podem crescer. Se não virmos os frutos já, sabemos que aqui ou acolá eles brotarão.
Seria ótimo se pudéssemos ser bem-sucedidos imediatamente, mas será melhor ainda se esperarmos pelo sucesso com paciência, mesmo que não o vejamos. Pois ele virá. Não te deixes transtornar pelas ofensas. Aqueles que nos ofendem não sabem o que fazem. Nós também, em algum ponto da vida, fomos pessoas frustradas e cruéis, portanto perdoa.
Não te aborreças com a intolerância. Como não somos responsáveis por ela, não há nada que possamos fazer – somos responsáveis somente para conosco, apenas por nós próprios e por mais ninguém. Não te ires tampouco com a oposição, pois ninguém pode se opor à ordem da natureza ou aos desígnios de Deus, que são ambos a mesma coisa. Nossos planos poderão ser derrotados – há planos maiores que os nossos. Eles poderão não se realizar no tempo que desejávamos, mas nosso trabalho e o trabalho que nos seguem serão levados a cabo.
Não te lamentes por teus problemas; tu não os terias se não precisasses deles. Não te lamentes pelos problemas dos “outros”; não existem outros.
Portanto, mantenhamos Deus em nossos corações e tenhamos calma em nossas mentes, pois embora em nossa carne nós jamais possamos nos manter eretos, estamos construindo algo que nunca será derrubado.
Escrito por Bosak às 21:23:56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Hoje é sexta-feira! Ops, já é domingo...
Sexta-feira foi dia de matrícula na UFRGS. Dia de rever os amigos, colocar os assuntos em dia, comentar sobre as cadeiras que cada um vai fazer... esse tipo de coisa, pelo menos em tese... Poucas horas de sono, trabalho em excesso (e acumulando), estudo em excesso (e acumulando) e a perspectiva de que semana que vem começam as benditas aulas estão fazendo com que eu tenha alucinações e me tornando até mesmo um tanto anti-social. Nunca vi maior contraste de humores: os meus colegas com as baterias recarregadas, confiantes, entusiasmados, sorridentes, e eu... olheiras, sonolência, irritabilidade nos olhos – como se tivesse areia neles – e um esforço sobre-humano para receber e conversar com cada um de uma maneira minimamente inteligente.
Esse tipo de cansaço, mais mental do que físico, dá a impressão de que quando converso com uma pessoa é como se houvesse uma parede de vidro entre mim e o falante, onde eu ouço o que a pessoa diz, mas não a compreendo direito, não “processo” as informações. Certa hora eu estava conversando com um colega sobre o meu empréstimo a todos de um CD que gravei com todas as provas e trabalhos das cadeiras dos próximos três semestres que consegui com os veteranos (tráfico de provas, se assim preferir), quando de repente, me vejo conversando com outra pessoa sobre um assunto totalmente diferente. Foi quando parei e pensei: “O que aconteceu nesse meio tempo, meu Deus? Um salto quântico no tempo? Então Einstein tinha razão!” Não lembro, na verdade. Tive que ir atrás desse colega, pedir desculpas pela minha falta de tato e perguntar sobre o que nós estávamos conversando... Reconheço com uma certa relutância que esta não é a melhor maneira de recomeçar um semestre letivo.
Esse fim de semana, pelo menos, está sendo de descanso. A temperatura por volta da casa dos 18ºC e uma tarde sonolenta, nublada e com chuviscos, fizeram deste um dia perfeito para ficar me espreguiçando e lendo. No final do dia, umaS pizzaS tamanho grande regadas ao mais caloroso convívio familiar. Um bálsamo salutar em tenebrosos dias de muito esforço. Uma bênção, indiscutivelmente. Mais especificamente, um dia comum de uma pessoa comum vivendo, por que não dizer?, uma vida comum; mas com o reconhecimento de que a felicidade é mais simples e menos vaidosa do que o orgulho daqueles que não a admite.
Escrito por Bosak às 00:47:17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

Faça a tristeza ir embora
Para voltar noutro dia
Por anos eu tentei ensiná-los
Mas seus olhos estavam vazios
Vazio também eu me tornei
Por eles eu devo morrer
Uma raça triste e problemática
Um lugar complicado e ingrato
Faça a tristeza ir embora
Para voltar noutro dia
As coisas que tenho dito e feito
Não importam para ninguém
Mas ainda, você me força para ver
Alguém que eu nunca poderia ser
Por que eu sou o rei em pedaços?
Eu não significo nada
Faça a tristeza ir embora
Para voltar noutro dia
Eu vejo tristeza em seus olhos
Melancolia em seus prantos
Veja a dor em volta de mim
É por isso que choro
Veja a dor em volta de mim
É por isso que vou morrer
Imagem em tela cheia AQUI.
Escrito por Bosak às 01:16:38
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Noite de paixão
Que me perdoem os frustrados, mas bom humor é fundamental. O que um pouco de criatividade aliado a um tempo livre não é capaz de fazer? De um daqueles infindáveis e-mails que circulam pela Internet:
Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama quando, sorrateiramente, te aproximaste e encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor. Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo para, na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Não haverá parte do teu corpo em que meus dedos não passarão. Só descansarei quando vir sair o sangue quente de teu corpo. Só assim livrar-me-ei de ti, pernilongo filho da puta!!!
Escrito por Bosak às 02:05:50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Já passava um pouco das seis horas quando saí para caminhar e fazer algumas compras no supermercado. Eu moro numa parte bastante alta do bairro Passo d’Areia de modo que de algumas partes é possível ter uma vista bastante ampla e, da onde eu estava, fiquei contemplando, impressionado, parte da zona norte da cidade. Todas as avenidas principais e secundárias, das que passam perto de casa até as vias expressas, que vão até o horizonte, estão totalmente congestionadas com o tráfego de fim de tarde. Nada parece se mover, nem ao menos ao que se chama de passo de tartaruga, enquanto uma ameaçadora e grossa camada cinzenta flutua não muito acima daqueles milhares de pessoas encurraladas em seus carros e que lutam para conseguir chegar em casa na hora do jantar e brincar um pouco com os filhos.
Gradualmente, dia após dia, ano após ano, estamos nos estrangulando até a morte ao nos espremermos uns aos outros cada vez mais, não porque queremos, mas porque precisamos, para que possamos estar a apenas algumas horas de distância de nossos empregos. Que Deus nos ajude. Eu pensei no que Thoreau escreveu há quase um século e meio: “Nós vivemos amontoados e estamos no caminho uns dos outros, e eu acho que desta forma perdemos um tanto do respeito mútuo. Seria melhor se houvesse não mais do que um habitante por milha quadrada, como onde eu moro. O valor do ser humano não está em sua pele, para que precisemos tocá-la.” Thoreau passou grande parte de sua vida morando numa pacífica zona rural por opção própria, de modo que conclui: “Eu tenho por assim dizer, meus próprios sol, lua e estrelas e um pequeno mundo só para mim”. Que inveja! Da minha parte, na minha humilde condição, me contento de ter pelo menos um quintal arborizado nos fundos da minha casa. Que sorte tenho!
Escrito por Bosak às 19:59:03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Mais divagações
Nascemos para um destino superior ao que nos foi reservado na terra. Existe um reino onde o arco-íris jamais se esconde, onde as estrelas se desdobram à nossa frente como ilhas que dormitam no oceano, e os seres que agora passam por nós como sombras permanecerão para sempre na nossa presença.
Essas palavras muito especiais que acabaram de ler, escritas por um novelista inglês muito antes de qualquer um de nós ter nascido, são talvez a melhor descrição com que a humanidade foi brindada sobre o que nos aguarda nesse lugar distante que alguns chamam de céu. Talvez alguém que me leia se encontre entre os muitos que alimentam sérias dúvidas sobre a existência de um destino superior e essa dúvida é uma coisa que só mesmo a própria pessoa pode resolver com o seu Deus, se é que reconhece um Deus. Isso, por certo, cabe unicamente a cada um, porque a fé se parece muito com o amor, não pode ser imposta.
Por que isso agora é importante? Não faço idéia. Talvez a iminência do verdadeiro reinício de todas as atividades está me fazendo ter aqueles suspiros de quem está reunido coragem e fôlego para se atirar de cabeça no mar de tarefas. “O que este ano reserva para mim?” Eis uma pergunta cuja resposta joguei nas mãos de Deus. Ele é muito mais capaz do que eu. Só sei que estou fazendo a minha parte para fazer deste um ano bem diferente. E sei também que, embora a jornada seja bastante longa, a última coisa que farei será ficar cabisbaixo, chupando dedo em autocomiseração, ponderando o que deveria estar fazendo que outras pessoas atenciosamente acham ser melhor para mim. Sem um pouco de iniciativa própria ninguém exerce sua liberdade. Novamente, o meu escritor favorito fornece uma pista:
De hoje em diante, não considerarei o esforço de cada dia senão como um golpe do meu machado no poderoso carvalho. O primeiro golpe pode não causar tremor na madeira, nem o segundo, nem o terceiro. Cada golpe pode ser insignificante e parecer de nenhuma conseqüência. Contudo, a custo de infantis golpes, o carvalho finalmente tombará. Assim também será com os meus esforços de hoje.
Sou comparável a uma gota de chuva que lava a montanha; à formiga que devora o tigre; à estrela que ilumina a terra; ao escravo que constrói uma pirâmide. Construirei meu castelo com um tijolo de cada vez, pois sei que pequenas tentativas repetidas completarão qualquer empreendimento.
O post ficou meio confuso, mas acho que não é por acaso.
Escrito por Bosak às 18:12:18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Rosto no Espelho
Quando você alcançar o que almejava para si
E o mundo em um dia fizer um rei de você,
Vá ao espelho e mire-se ali,
E veja o que aquele rosto tem para dizer.
Pois não será de seus pais, ou da mulher querida,
O julgamento pelo qual você terá que passar.
A pessoa cujo veredicto mais conta na vida
É aquela que do espelho está a lhe fitar.
Tem quem ache você o que há de melhor no mundo,
Um cara legal ou garota exemplar,
Mas o rosto no espelho é de um vagabundo,
Se olho no olho você não se olhar.
Agrade-o, então, esqueça-se dos demais,
Pois ele acompanha você até o final
E dos testes passados, esse é o mais tenaz:
Fazer do rosto no espelho um amigo leal.
Você pode enganar todo mundo ao longo dos anos
E ser elevado com o mais alto louvor,
Mas sua recompensa final serão lágrimas e desenganos,
Se para o rosto no espelho você for um impostor.
Escrito por Bosak às 22:27:30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
E a melhor música do mundo desta semana é...
A Question of Heaven (7:40), do Iced Earth
Escrito por Bosak às 22:25:09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Tempo se tornou uma jóia muito procurada nesse nosso mundo de almoços em pé, corridas para cumprimento de horários e reuniões cedo pela manhã. Parece que nunca temos tempo suficiente para as coisas que realmente têm valor, como a família, um bom livro, uma conversa descontraída com os amigos sem hora para acabar. Nós jamais conquistaremos a vida, jamais iremos ao encontro de um raiar do sol com alegria e expectativa, enquanto não transformarmos uma pequena porção de cada um de nossos dias em nosso próprio tesouro pessoal. Como nos alertou Thoreau, de pouco adianta iniciarmos nossos dias com uma oração, se eles a seguir são consagrados apenas a ganharmos alguns centavos a mais. Como aquele homem escreveu certa vez: “Se vou vender minhas manhãs e tardes para a sociedade, como muitos parecem fazer, tenho certeza de que, para mim, não haveria nada por que valesse a pena viver. Portanto, espero que jamais tenha que trocar meus direitos inatos por um prato de sopa.”
Vou dormir porque já é tarde para quem precisa acordar cedo, mas havia muitas coisas que gostaria de ter feito hoje antes de encostar a cabeça no travesseiro; no entanto, ainda assim, estou muito grato a Deus por mais uma vez ter recebido esta dádiva sem preço: um novo dia!
Escrito por Bosak às 02:01:45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um bom dia
A semana não poderia ter começado melhor. Como se já não bastasse ter sido um dos elogiados no Só Elogios, recebi no domingo duas indicações para o Oscar, digo, para o blog. Uma do Críticas Brasil e outra do próprio UOL, na seção Blogs Legais. Um orgulho e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade, pois como ensinou Maquiavel no clássico O Príncipe, chegar ao poder é uma grande batalha; manter-se nele é outra ainda maior. Explico-me: o maior número de visitantes inteligentes é proporcional ao maior número de comentários não-genéricos que moralmente tenho que retribuir. Apesar de ser a desculpa predileta da maioria dos adultos, eu não estou com muito tempo de sobra, mas me esforçarei para maleá-lo e cumprir essa tarefa... E eu ainda estou assando no forno de outros blogs de análise, o que poderá aumentar ainda mais esse desafio, mas com toda a sinceridade, o maior prêmio que posso receber não é de nenhuma crítica “especializada”, nem do contador lá embaixo na página, mas exatamente esse constante retorno das pessoas que carinhosamente me dão a honra do seu comentário mostrando, pelas entrelinhas, que lêem de verdade o que escrevo. Obrigado, amigos, por dividir uma parte do tempo de vocês comigo!
Falando em tempo (e seguindo a minha humilde colheita de boas novas do início da semana), recebi a confirmação de que terei infindáveis trabalhos de editoração eletrônica durante praticamente todo o primeiro semestre deste ano. Esse ganha-pão que me consome mais tempo dentre quaisquer outros meus é chegado na melhor das horas, tendo em vista que ainda nesta semana estarei me matriculando num curso preparatório para, no mínimo, três concursos públicos. As aulas começarão na próxima semana. Já a faculdade... bem, vou fazer tão-somente UMA cadeira neste semestre, alguma que me ajude nesses concursos. “Um passo de cada vez e todos em seqüência” é um sábio conselho aprendido na prática. Ano passado, estudando Engenharia de Computação, trabalhando por conta própria e estudando para concursos públicos, atividades que demandavam até 15 horas diárias de atividades, deslanchei num único resultado possível: esgotamento e fracasso. Dessa vez vai ser bem diferente.
E para concluir, hoje, no supermercado Carrefour que fica a menos de um quilômetro da minha casa, reencontrei uma ex-colega de aula do tempo do meu supletivo de 2º grau, de 1997. Ela empurrava sua filha autista em uma cadeira de rodas e, enquanto conversávamos, a menina olhava fixamente com grandes olhos arregalados para mim. Depois de saudosas e divertidas lembranças e de uma boa conversa com gente boa e feliz, me despedi da mãe e do pai, abaixei-me e gentilmente beijei a garotinha. Ela sorriu para mim. Este foi realmente um bom dia.
Escrito por Bosak às 02:09:07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A Providência
Certa noite me vi um pouco atrasado para descer para o jantar e esta era a razão: notei um certo número de abelhas mortas caídas no chão do mirante onde costumo trabalhar – um cenário com o qual me deparo a cada primavera. As pobres criaturas haviam entrado pela janela aberta. Quando as janelas foram cerradas, elas se viram prisioneiras. Incapazes de enxergar o obstáculo transparente, se arremessaram contra as vidraças de todos os lados do mirante, leste, norte, sul e oeste, até que por fim caíram no chão, exaustas, e morreram. No entanto, ontem notei entre as abelhas um grande zangão, consideravelmente mais forte, que se encontrava bem vivo e atirava seu corpo avantajado contra as vidraças, com toda a força que possuía.
– Ah! meu bom amigo – disse eu –, tornar-se-ia este um dia perverso para ti não houvesse eu vindo em teu resgate. Estarias arruinado, admirável companheiro; antes do cair da noite estarias morto, e eu, ao subir à noite com minha lâmpada, teria encontrado teu pobre cadaverzinho entre os das outras abelhas.
Pois eis que, qual o Imperador Tito, marcarei o dia com uma boa ação: salvemos a vida do inseto. Talvez aos olhos de Deus um zangão seja tão valioso quanto um homem, e, sem sombra de dúvida, mais valioso que um príncipe.
Escancarei a janela e, com a ajuda de um guardanapo, comecei a perseguir o inseto em direção a ela, mas o zangão insistia em voar na direção oposta. Tentei então capturá-lo, lançando sobre ele o guardanapo. Quando o zangão percebeu minhas intenções de capturá-lo, perdeu totalmente as estribeiras. Arremessava-se violentamente contra as vidraças, como se fosse estilhaçá-las, descansava um pouco e recomeçava lançando-se novamente contra o vidro. Finalmente voou por toda a extensão do mirante, enlouquecido e desesperado.
– Ah, seu tirano! – zumbiu ele. – Déspota! Me privas da liberdade! Cruel carrasco, por que não me deixas em paz? Sou feliz, então por que me persegues?
Depois de muito tentar, derrubei-o, e, ao pegá-lo com o guardanapo, involuntariamente o feri. Oh, como tentou se vingar! Arremessou seu ferrão; seu pequeno e nervoso corpo, contraído por meus dedos, se esforçava ao máximo para me ferroar. Eu porém ignorei seus protestos, e, esticando minha mão para fora da janela, abri o guardanapo. Por um momento o zangão parecia atordoado, pasmo; então, calmamente, voou para dentro do infinito.
Bem, percebem como salvei o zangão. Eu me tornei a Providência dele. No entanto (e eis a moral de minha história), será que nós, estúpidos zangões que somos, não nos portamos da mesma maneira quanto à providência de Deus? Temos nossos banais e absurdos projetos, nossa pequena e estreita visão, nossos planos precipitados, cuja realização ou se torna impossível ou prejudicial a nós mesmos. Incapazes de enxergar além de nossos próprios narizes e com os olhos fixos em nossas metas imediatas, nos lançamos à frente em nossa cega insensatez, como loucos. Teríamos sucesso, triunfaríamos; quer dizer, quebraríamos nossas cabeças indo de encontro a um obstáculo invisível.
E quando Deus, que tudo vê e deseja salvar-nos, frustra nossos planos, nós estupidamente murmuramos contra Ele, acusamos Sua Providência. Não compreendemos que, ao castigar, ao transtornar nossos planos e causar nosso sofrimento, Ele está fazendo tudo para nos libertar, para abrir perante nós o Infinito.
Victor Hugo
Escrito por Bosak às 15:58:00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
E a melhor música do mundo desta semana é...
10th Man Down (5:24), do Nightwish
Escrito por Bosak às 13:15:00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Psqeuisa
De acrodo com uma psqeuisa de uma Unvierdisade igenlsa, não ipormta a odrem das lraets de uma pavlara. O ipormtnate é que a pimreria e útlima etsejam no lguar cetro; as ortuas pdeom etasr nmua tatol banugça que enterdenmoes sem plobremas. Isso acentoce pourqe o cérrbro lê a plarava cmoo um tdoo, e não uma lreta de cdaa vez. Que leagl!
Escrito por Bosak às 15:15:19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Bichinhos de estimação
Baratas nas paredes
Aranhas pelo chão
Cobras na sua cama
E ratos no porão
Os ratões que existem no pátio dos visinhos já estão se aquerenciando aqui em casa. Eles são muito bonitinhos, com um rostinho simpático e de um tom cinza claro que até parece branco encardido. Jamais teria coragem de matar esses ricos bichinhos a pauladas. Só que hoje eu estava trabalhando no escritório e ouço um barulho de panelas batendo na cozinha. Fui ver... ninguém menos que um enorme ratão em cima da pia comendo umas sobras de pão! Quando me viu, saiu correndo em direção à porta dos fundos. Nessa porta que separa a área de serviço do pátio existe uma fresta embaixo, de tal modo que o safado, apesar de ter aproximadamente meio quilo, foi hábil o suficiente para se enfiar por debaixo. Na dramática perseguição, entre tropeços e derrapagens, o nosso diálogo:
– Eu vou te matar, safado!
– Droga!
– Vem aqui que tu vai morrer lutando, sem vergonha!
Nessa hora ele consegue passar por debaixo da porta por onde entrou e, sabendo que uma vez no pátio eu já não tinha mais chances de pegá-lo, se vira para mim, faz uma figa com as duas patas dianteiras no ar e, dançando cancã, lasca:
– Tu não me pega, la-la-la-la-lá-la!
Safado... Tem um português ruim igual ao meu. “Tu não me pega”... Vou comprar um pacote bem grande de veneno e ele vai inchar até explodir. É isso mesmo; eu sou do mal! Mas pelo menos o bichinho estava invadindo a minha casa para roubar as sobras de comida... Ele não tinha nenhuma arma em punho e tampouco iria me fazer de refém se a tivesse. E se por um lado esse animal pode trazer doenças (causar repugnância não, porque como já disse, ele é bem bonito), por outro é bom saber que mais uma criação de Deus vem se aconchegar perto da minha casa. Tem gente que mora numa floresta de concreto e aço e nem sequer uma planta dentro de casa tem. Hum... mato o bicho? Acho que vou apenas persuadi-lo a não voltar mais... Miau!, entende?
Escrito por Bosak às 01:04:03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sem rotina
Feriadão agitado esse. Folia de carnaval? Não, trabalho mesmo! Descontando segunda-feira, dia que gastei de cinco a seis horas de viagem entre ida e volta para ir ao litoral, onde além de ver meu pai fui dar minha opinião furada acerca dos orçamentos que estamos fazendo para concluir a casa de lá, o restante do final de semana foi ficar debruçado na frente do computador trabalhando. E a previsão é que até o próximo fim de semana seja a mesma coisa: digitar, corrigir e diagramar um mega livro biobibliográfico sobre Assis Brasil, escrito pelo ex-Ministro da Justiça e Senador Paulo Brossard. Não tive e nem vou ter muito tempo para postar aqui meus pleonasmos, mas vou me esforçar! Eu consigo!
Quem trabalha por conta própria, como eu, acho que compartilha a opinião de que quase nunca se tem serviço em quantidade humanamente normal. Ou estamos desesperados tentando inventar uma máquina de desentortar bananas para vender e pagar as contas básicas, ou viramos zumbis trabalhando noite e dia para dar conta da demanda. No entanto, dentre os dois extremos, por motivos óbvios, o segundo é preferível. Lembrei do que Og Mandino escreveu certa feita:
Infelizmente vivemos num mundo de altos e baixos, e a gargalhada de hoje pode rapidamente se transformar nas lágrimas de amanhã. Devemos aprender a jamais nos esquecermos daquele sábio pedacinho de sabedoria que nos foi passado por alguma desconhecida voz do passado que disse que mar calmo não produz bons marinheiros, nem prosperidade e sucesso ininterruptos nos qualificam para sermos úteis e felizes. As tempestades de adversidades, assim como as dos oceanos, elevam a capacidade e excitam o poder inventivo, a prudência, o talento e a coragem do viajante. Ao fixarem suas mentes às calamidades do mundo exterior, os mártires do passado alcançaram uma grandeza de propósito e heroísmo moral que valiam mais que uma vida inteira de calmaria e segurança.
Não quero ser herói e tampouco mártir!!! Mas essa pérola traz, além de verdade, um belo estimulante moral em dias estafantes. Que sorte eu tenho de ler, reler e colecionar esse tipo de literatura. Só faz bem!
Escrito por Bosak às 23:29:39
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
E a melhor música do mundo desta semana é...
The Mummers' Dance (6:07), da Loreena McKennit
Antes tarde do que nunca. Essa é bem calminha... Para fugir dessas batucadas carnavalescas que EU NÃO AGÜENTO MAIS!!!  
Escrito por Bosak às 23:27:12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Felicidade Realista
Planejei passar o dia escrevendo um pouco, mas só fui fazê-lo à noite em função de ter formatado o HD e reinstalado todo o arsenal de programas novamente . Baixando os e-mails eu recebo um texto creditado a Danuza Leão, embora eu já o houvesse lido como a autoria sendo de Mário Quintana – o poeta gaúcho. Acredito mais que seja deste. Muitos amigos me mandam e-mails contendo citações de textos de reflexão, e muitas vezes essas correspondências realmente compartilham palavras sábias escritas por algum sábio indivíduo do passado. Eu tenho uma pasta no meu computador chamada “Coisas Legais” onde guardo essas relíquias. Dizia Mário Quintana:
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
Novamente é testemunhada uma das verdades absolutas que aprendi para uma vida mais serena e contemplativa: “a simplicidade é o último degrau da sabedoria”.
Escrito por Bosak às 00:15:33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
|
|
|